domingo, 29 de novembro de 2015

Vento na urbe

O encontro se faz assim, entre cantos de pássaros, ondas no mar, tiroteios e alimentos ruins. O que tem nessa indústria farmacopornográfica que o centro impõe e a periferia engole? Eu cuspo! Rebelde de mim, rebelde do mundo. Não posso ser conforme a isso tudo. Sofro mais? Sem dúvidas. Ou com dúvidas (que enriquecem-enlouquecem essa vida).

E se a tristeza tem fim e a felicidade pode ser simples como um aperto de mão (como diz a carta que o Biel mandou pra nós, aqui do Brasil), melhor não levar tudo tão a sério mesmo, né? Nem tão na boa =)

Aquela ânsia dos saberes vem por dentro, corrói os números que vem por dentro, se expressa confusa. Desejos de saber de si, historicizar-se, conhecer o pai. O luto não fecha, quelóide maldito, remoendo sem libertar-se ainda. Sorte dos aconchegos da vida, das carícias íntimas e públicas, do café com bolo de mãe. Ser miúda outra vez. O namorado adolescente previu cenas contemporâneas. O tempo na contramão dos demais. Adulta aos 7, bebê aos 30. É legítimo sorrir.