Cento e oito contas pra tocar
Cento e sete vidas a sorrir
Cento e seis lamentos (perdidos)
Cento e cinco luas cheias a te encontrar
Cento e quatro girassóis despetalados
Cento e três porcelanas trincadas
Cento e duas casas desarranjadas
Cento e um volumes encadernados
No centésimo dia pude me ver refletida
Vi o choro contido, o amor rompido, mas nada tinha estilhaçado
Tentei a cura no sétimo mês
O suicídio uma segunda vez
E a matemática ainda não fechava
Engoli o mundo, me abracei bem fundo
E o ciclo em flor longe não mais estava
Assinar:
Postagens (Atom)