E se o amor andasse na contramão da revolução?
Ah, as utopias. Como pode ser a vida na sociedade fraterna imaginada por alguém que tem relações conflituosas com os irmãos - irmãos de sangue, não os de espírito - como seria? O tempo acelera no século XXI, assim os conflitos ora se acentuam, ora se amenizam. Seguimos vivos. E a utopia no horizonte.
A desigualdade é tema desde a infância pela diferença dentro de casa. Teve a sorte de ter casa. O trabalho dignifica o homem? E qual o papel possível pra mulher? Trabalho doméstico não reconhecido, chamado de amor. E as vidas que passam-se solitárias? Reflexo da solidão desse momento que questiono tudo. Neil deGrasse Tyson lembra da atitude científica de tudo questionar. E a crença na ciência e sua fé inabalável? E os multiversos da teoria das cordas? E uma apreensão rasa de tudo?
A resposta simples não é invadir os mistérios, é aceitá-los. Cosmologias distintas, uma vida muito curta para saber qualquer coisa. Se estamos definitivamente no mesmo barco, temos que aprender a respeitar as diferentes cosmologias. Não está dado que a física ocidental consegue explicar os assuntos humanos. Alguém cuidou da terra para que todos os que se dedicam ao intelecto possam assim ficar. Temos de nos respeitar primeiro.
domingo, 26 de abril de 2015
terça-feira, 7 de abril de 2015
Margem
Poderia imprimir teu corpo no meu, deitar-me no teu corpo, deixar-te livre para que me escolhas, mas nada disso sustaria o momento-fogo que te imaginei. Foste um estampido surdo dentro de mim, tu que ecoavas no mundo, alheio a tudo que estava a transformarmo-nos numa substância só. Como clarabóia que não deixava ver o todo, te recortei do tamanho exato da moldura disponível. Encaixaste. Se ficas ou se escorregas fora já não sei. Vendo-te. Tamanho M, frete a combinar.
às
20:09
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