domingo, 26 de abril de 2015

rEVOLution

E se o amor andasse na contramão da revolução?

Ah, as utopias. Como pode ser a vida na sociedade fraterna imaginada por alguém que tem relações conflituosas com os irmãos - irmãos de sangue, não os de espírito - como seria? O tempo acelera no século XXI, assim os conflitos ora se acentuam, ora se amenizam. Seguimos vivos. E a utopia no horizonte. 

A desigualdade é tema desde a infância pela diferença dentro de casa. Teve a sorte de ter casa. O trabalho dignifica o homem? E qual o papel possível pra mulher? Trabalho doméstico não reconhecido, chamado de amor. E as vidas que passam-se solitárias? Reflexo da solidão desse momento que questiono tudo. Neil deGrasse Tyson lembra da atitude científica de tudo questionar. E a crença na ciência e sua fé inabalável? E os multiversos da teoria das cordas? E uma apreensão rasa de tudo? 

A resposta simples não é invadir os mistérios, é aceitá-los. Cosmologias distintas, uma vida muito curta para saber qualquer coisa. Se estamos definitivamente no mesmo barco, temos que aprender a respeitar as diferentes cosmologias. Não está dado que a física ocidental consegue explicar os assuntos humanos. Alguém cuidou da terra para que todos os que se dedicam ao intelecto possam assim ficar. Temos de nos respeitar primeiro.

terça-feira, 7 de abril de 2015

Margem

Poderia imprimir teu corpo no meu, deitar-me no teu corpo, deixar-te livre para que me escolhas, mas nada disso sustaria o momento-fogo que te imaginei. Foste um estampido surdo dentro de mim, tu que ecoavas no mundo, alheio a tudo que estava a transformarmo-nos numa substância só. Como clarabóia que não deixava ver o todo, te recortei do tamanho exato da moldura disponível. Encaixaste. Se ficas ou se escorregas fora já não sei. Vendo-te. Tamanho M, frete a combinar.