segunda-feira, 30 de abril de 2012

Começar de novo


Criança aprendendo a engatinhar, trêmula e gulosa de tudo. Segura o pé da mesa e se põe em pé. A primeira arte foi queimar o pezinho no forno, serå que comeu samambaia também? Cai, levanta, quem está atrás da porta? Abre, roda, e acha de novo, tudo tem graça.
A risada mais gostosa, as covinhas na bochecha gorda, come brigadeiro e tudo em volta fica marrom também. A aventura de se expor aos sabores novos, chá com leite, o violão chorando aquela do Roberto, a vó chora junto no doce-amargo. Todos juntos, é feriado, ainda bem que é feriado! 
Memorial descontruído e inventado, a infância feliz e a confiança que sumiu, será que volta? Sabe a que mãe canta do Erasmo? Repetida sempre e sempre, e parece que fica redondando, gira no entorno,  'acaba redundando desse jeito, garota!'. Tudo é uma questão de se evitar a fadiga. Quente e sangrando no ovo do mundo. Hoje não tem criança na plateia.