quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Sinceras boas idéias

Tem cinquenta e um dias que não durmo ao teu lado, não te espero mais, mas ainda sinto falta de passar minhas pernas pelas tuas, e de afundar a cabeça no teu braço, braço-travesseiro. Ontem ainda fiquei de bruços esperando os beijos nas costas, esperando em vão, imaginando a cafonice e o ridículo desse pedido de carinho íntimo.
Perdi a vergonha e admiti a carência, ao menos pra mim, e a mim basta pra reconhecer pro mundo que ela existe e é boba. Such a silly thing. E será que a vida é isso, um eterno perceber do quão bobos somos?
Às vezes me emociono e embargo a voz, quase me engasgo numa profusão de sentimentos infantis, e percebo como fica longe aquela imagem de super-super que invento e vendo pra quem quiser comprar. Só queria um chá quentinho numa tarde de chuva, e deixar que a chuva de dentro vá embora, vá pra puta que pariu e deixe o sol de dentro - que é lindo, redondo, amarelo e laranja, e ainda faz suar - brilhar pra além dessa menina órfã que chora por cada brinquedo quebrado e cada amor desfeito.
Brilha sol!