Lenço no pescoço, sentido o suor. Saliva saindo suave.
-Solta, se solta!
Suave. Me chama, me queira, me leva embora e deixa tudo pra depois.
-Solta, se solta!
Fumaça sem sorte. Doce do teu açúcar.
-Me dá teu pedaço?
De nada.
Dá nada.
Mudança e só. Sigo sorrindo, subindo as escadas. Assobio sem soar. Sobe junto?
Pra dar um nó e ser um só. Sentindo o suor de cinco.
Suave coisa nenhuma.