Coisa de sentir-se junto, de se saber no outro.
Pegar na tua mão bem forte e ir vivendo tudo.
Queria sempre assim.
Ser o ardor proibido quando chovia forte,
[e a colcha bagunçada de laranja coloria mudo.]
Tua mão bem forte, e via tudo fundo.
No proibido ardor, se perceber no outro.
E se querendo junto.
Sentindo o laranja da chuva cobrir o mundo.
Bem forte e bem fundo.
sexta-feira, 26 de setembro de 2008
terça-feira, 9 de setembro de 2008
Cinemascope
Tudo passa em vinte e quatro quadros, e ele se engana querendo. O estalido seco, quase mudo. Do que mais precisa? Vê rápido, total.
Vê parte, um cheiro lento. Floresce desacelerando. Ânima, animal, alma. Bicho vê tudo que sobe estático. Ilusão, movimento, nada. Proporções.
Vê parte, um cheiro lento. Floresce desacelerando. Ânima, animal, alma. Bicho vê tudo que sobe estático. Ilusão, movimento, nada. Proporções.
às
12:11
sexta-feira, 5 de setembro de 2008
Dos Líquidos
Chove nas ruas da cidade qualquer. Ninho de passarinho molhado. Continua saindo vermelho de dentro do ovo do mundo, sinal que tudo vai bem. Pra quem? Chove nas ruas observadas por todos, chove acima de nós. Chove e faz frio. Frio de dentro do ovo do mundo, vermelho e sangrando e doído ovo do mundo sem ninho. Sozinho.
às
15:29
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