A pele pede pelo desenho, as letras formam-se no papel, angustiam-se pela perenidade do suporte. Não querem ser eletroletras, não querem ser publicidade, nem bula, nem rótulo, nem nada. Querem só marcar dois dedos de contracultura em nós, querem se fundir com traços soltos, amaciar a realidade com sua delicadeza de grito surdo. Inexistir.
O desenho não é mais meu, nem teu, nem da mão que o desenha lindo. Pertence única e somente aos olhos que se lambuzam em ver aquelas graciosidades. Os olhos pedem pele, e a pele pede desenho. O desenho pede olhares. O ciclo se fecha, e a ratoeira continua armada por aqueles homens de pouca fé. E os que sabem da matemática redonda ignoram os avisos e pedem a pele, e o desenho pede a fé dos olhos.
quinta-feira, 29 de novembro de 2007
segunda-feira, 19 de novembro de 2007
Até o fim
"Mamãe contou que eu faço um bruto sucesso em Quixeramobim"
E acreditamos, né? Mas absolutamente não é de todo mal, mas a consciência da falibilidade é mais útil que a pretensão de seu contrário. E de fato ainda não conhecemos o Ceará, mas toda Olegário Pereira ufana o sucesso alheio...
E ela compra os livros que quero ler, e me derreto nas molduras que verei, e me permito o atraso, e as quinze horas de aguardo hão de ser recompensadas, posto que inicialmente 90. Ou oitenta e nove, que seja. E seguimos, sós em busca do complemento. Será?
E escrevo "e" a todo instante. E gosto. E penso que se torna uma pausa num texto que já não é fluido, mas ainda sim sigo errando.
Sutilezas.
E acreditamos, né? Mas absolutamente não é de todo mal, mas a consciência da falibilidade é mais útil que a pretensão de seu contrário. E de fato ainda não conhecemos o Ceará, mas toda Olegário Pereira ufana o sucesso alheio...
E ela compra os livros que quero ler, e me derreto nas molduras que verei, e me permito o atraso, e as quinze horas de aguardo hão de ser recompensadas, posto que inicialmente 90. Ou oitenta e nove, que seja. E seguimos, sós em busca do complemento. Será?
E escrevo "e" a todo instante. E gosto. E penso que se torna uma pausa num texto que já não é fluido, mas ainda sim sigo errando.
Sutilezas.
às
08:53
quinta-feira, 15 de novembro de 2007
Da Modernidade Líquida
Oscilamos, cambaleamos, abrimo-nos para o novo numa tentativa vã de não vincularmo-nos à imediata construção própria de nossa personalidade. E entre Bauman e Os Garotos de Ouro, a República brasileira se constrói no seio da família multi(inter?)cultural.
às
06:37
terça-feira, 13 de novembro de 2007
Cícero na veia
E é como se tudo ficasse azul e rosa, o entardecer se estende ad infinitum só pro meu deleite. E a amizade é o amor que glorifica a virtude, e a liberalidade, e é tudo tão lindo que vai durar tanto quanto o entardecer.
às
17:29
Assinar:
Postagens (Atom)